O CLICKS foi criado para permitir que jovens, estudantes, técnicos executivos e profissionais liberais possam estar mais atualizados sobre os novos conceitos de autogestão de carreiras. Com uma linguagem simples e fácil pretendemos desmistificar rótulos e permitir uma maior sintonia com o futuro que já começou.
Não esqueça: o mundo mudou. O mercado de trabalho mudou. O emprego mudou. As empresas mudaram. Até velhos conceitos ressurgiram repaginados.
E você?
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ZONA DE CONFORTO
Viver na zona de conforto não significa estar acomodado. Muito pelo contrário, pois é na zona de conforto que temos domínio completo de tudo que nos rodeia e atingimos o nosso máximo. O problema é que muitos não conseguem expandi-la e nem modificá-la, talvez a grande alternativa para quem não quer cair na armadilha da acomodação.
MUDANÇA OU MODIFICAÇÃO?
Saia da paranóia dos conselhos e orientações para que mude radicalmente a qualquer custo. Mudar não é fácil, não! Que tal pensar em modificar? Modificação é uma experimentação de novo comportamento por prazo limitado e com um objetivo definido. Se gostar da experiência e esta lhe trouxer resultados relevantes, escolha outro comportamento e faça a mesma coisa. Quem sabe depois de experimentar algumas modificações e ter gostado, você não passa a incorporá-los em suas relações? Portanto, vamos definir mudança como um conjunto de pequenas modificações comportamentais testadas, avaliadas, validadas e finalmente incorporadas para sempre.
CORREÇÃO DE ROTA
Corra de quem lhe sugere mudanças de 180 graus em sua vida...a verdadeira mudança é uma simples questão de reposicionamento, uma espécie de “quiropraxia” no eixo central de suas atitudes.
PLANEJAMENTO DE CARREIRA
O melhor momento para planejar uma carreira é quando ela aparentemente vai bem. Depois que a tempestade vem você não enxerga um palmo sequer à frente do nariz! Quer crescer e progredir? Comece melhorando o que já é bom, porque consertar dá mais trabalho.
O PARADIGMA DO EMPREGO
Toda vez que um paradigma é quebrado tudo que se aprendeu até aquele momento vai por água abaixo. Foi o que aconteceu com o emprego nos anos de 1990, no auge da novidade da globalização, puxada pela força do capitalismo e aproximação dos povos. O paradigma daquele emprego seguro, previsível, protegido pela empresa, cujo tempo e dedicação ao patrão( o terrível “vestir a camisa”) eram os fatores que determinavam crescimento vertical, deu lugar a carreiras voláteis, mais curtas, mudanças freqüentes e a popularização da demissão, que deixou de ser uma marca de incompetência para ser uma grande oportunidade de saltos qualitativos na vida e na carreira. Ressurge, com nova roupagem, o conceito de empregabilidade em contraposição ao emprego, um ícone do paradigma que se foi.
COACHING E ACONSELHAMENTO
Muitos confundem coaching e counselling(aconselhamento). São primos carnais, moram na mesma cidade, mas cada um vive no seu bairro. Coaching é uma ferramenta de desenvolvimento de competências comportamentais ideal para quem deseja melhorar ainda mais para conseguir resultados específicos, tais como, um novo cargo, afirmação de carreira, novos desafios, sucessão etc. Ele é baseado em ações, experimentação, prática, exercícios, metas e superação de obstáculos. O aconselhamento é ideal para aqueles que apresentam dificuldades de performance identificadas através dos instrumentos de avaliação da empresa. Baseia-se em discussão, autoconhecimento, argumentação e investigação, ajudando o profissional a adequar-se melhor ao contexto sócio-cultural da empresa.
PROJETO DE VIDA
Uma das razões que impedem bons profissionais de se dedicarem à preparação de seus projetos de vida e de carreira é o fato da dificuldade de pensarem fora dos limites da própria empresa. Nela eles têm metas, desafios, avaliação, remuneração, feedback, e ainda são cobrados por resultados mensuráveis. Estão regidos por regras de conduta e matrizes de competências, que os obrigam a aplicar disciplina ao trabalho para atingir altos padrões de desempenho. Vivem a cultura da meritocracia, que os estimula a irem um pouco além do razoável, aprendendo e desenvolvendo novas habilidades como estratégia de sustentabilidade e competitividade. Do lado de fora não tem nada disso! Talvez esteja aí a grande razão para a existência de consultores de carreiras, que buscam com orientação, apoio e suporte, reproduzir um pouco a figura de autoridade que as empresas tem nas vidas dos profissionais, dando feedback, cobrando ações, estimulando reflexão, aplicando exercícios e questionando atitudes.
ATITUDES
Conhecimentos e habilidades são fundamentais para desenvolvimento profissional, mas estão se tornando cada vez mais ativos de acesso público e, portanto, com poucas possibilidades de diferenciação. As informações são rapidamente transformadas em conhecimento e freqüentemente atualizadas da “plugagem” global, que permite 24 horas de download em tudo que acontece. As novas estruturas empresariais, mais leves, enxutas e voláteis estimulam profissionais a assumirem mais responsabilidades e conseqüentemente adquirirem novas habilidades com mais rapidez. Em algum momento vamos ter, se é que não já chegamos lá, um grande contingente de profissionais que investiram muito em conhecimentos e habilidades, mas não sabem muito bem o que fazer com este sobrepeso. Na verdade, não basta saber e poder fazer, tem que querer transformar conhecimentos e habilidades em resultados, e este processo de metabolização traz no seu bojo uma palavrinha danada de incômoda: ATITUDE.
CURRÍCULO
O bom currículo é aquele que mostra pontos onde você se diferencia dos outros e resultados obtidos nas diversas funções que ocupou, despertando o interesse do dono da vaga por uma entrevista para aprofundamento das informações. Portanto, não entupa seu currículo com todo tipo de informação apenas com o argumento de torná-lo mais completo. O currículo não é uma carteira de identidade e sim um folder com forte apelo comercial, feito para estimular um encontro pessoal. A partir daí entra em campo seu talento, desenvoltura e credibilidade em atender as expectativas geradas. Em outras palavras, pense que seu currículo deve ser suficientemente claro para se ler, entender e se encantar em apenas 15 segundos!
OUTPLACEMENT E RECOLOCAÇÃO
A palavra recolocação pode até ser a tradução para o português da palavra outplacement, mas, certamente, esqueceram de fazer o mesmo para seu conteúdo. Deturparam completamente a essência da palavra e transformaram um programa de apoio, orientação e suporte, em pretenso remédio para cura do mal do desemprego. Estamos na geração da empregabilidade e não do emprego, portanto o foco do outplacement tem que ser a construção de estratégias pessoais e profissionais de reposicionamento no mercado e não simplesmente recolocação. Recolocar significa simplesmente sair de uma gaiola e ir para outra( cada vez existem menos pássaros em gaiolas) e reposicionar significa buscar um novo abrigo, onde uma gaiola é apenas uma opção e não a única. Portanto, vamos colocar as traduções nos seus devidos lugares: outplacement pode ser traduzido como reposicionamento profissional no mercado e "recolocation"( isso existe??) seria a tal da recolocação. Totalmente sem sentido!".
DICAS PARA QUEM PROCURA EMPREGO
1. Defina inicialmente o que realmente está querendo naquele momento: novo emprego (recolocação)? primeiro emprego? mudar de emprego (transição de carreira)? A depender do que está buscando, certas “receitas de bolo” que você vai ler por aí não vão adiantar absolutamente nada. Portanto, ao definir para que lado vai, pense que tem em mãos um projeto de vida e, como tal, vai dar trabalho, tomar tempo e exigir algum investimento financeiro. Afinal de contas. para mudar de casa ou apartamento você também não faria a mesma coisa?
2. Escolha algumas pessoas que poderão lhe ajudar neste processo. Certamente você conhece pessoas que detém informações importantes, outras que podem lhe aconselhar, aquelas que já estão bem empregadas e tem a receita do sucesso, e também aqueles que são amigos e estão dispostos a investir tempo em lhe ajudar. Na verdade, deixe que as algumas pessoas selecionadas por você saibam o qual seu projeto e como elas podem participar.
3. Ao iniciar a seu projeto de busca refaça inteiramente seu currículo e não simplesmente atualize. Ao refazer você pode estimular a criatividade e olhar crítico para algum aspecto que lhe diferencie dos demais. Se apenas atualizar você vai partir da premissa que tudo que estava anteriormente escrito é suficiente para lhe “vender” bem no mercado, o que, na maioria das vezes, não é verdade.
4. Não se limite a um único currículo. Faça os necessários ajustes conforme posição que vai concorrer ou até mesmo o tipo de empresa que deseja acessar. Entretanto, ajustar o currículo não significa apresentar informações erradas ou omiti-las, mas facilitar o entendimento de quem vai analisá-lo.
5. Se estiver respondendo anúncios de jornais ou sites especializados certifique-se que tem atende às exigências do empregador quanto à escolaridade, experiência e habilidades. Evite “queimar seu filme” enviando currículo para posições que já sabe não ter a menor chance de sucesso, apenas pela sensação agradável de imaginar que seu currículo pode servir para outras vagas no futuro. Valorize sua imagem!
6. Muitas empresas grandes e tradicionais permitem cadastramento de currículos diretamente em seus sites. Quantas pessoas você conhece que já foram contratadas ou pelo menos contatadas através deste mecanismo? Se você conhece, parabéns! Peça a ele conselhos sobre como conseguiu tal proeza.
7. Os melhores sites para cadastramento de currículos são, justamente, aqueles pagos. Eles têm uma abrangência nacional, são fáceis de navegar e são fontes de consultas de muitas consultorias de seleção. Portanto, deixe de ir um ou dois finais de semana para o pagode que terá dinheiro para pagar a taxa de manutenção de seu currículo em um destes sites.
8. Se você optar pela estratégia de apenas enviar currículos para as empresas de seleção, sites de empregos e anúncios de jornal, saiba que algumas centenas de pessoas estão fazendo diariamente a mesmíssima coisa. Tente diferenciar-se e buscar aquele grupo de pessoas que podem lhe ajudar a identificar oportunidades ainda não divulgadas.
9. Com a concorrência atual, ser selecionado para uma entrevista já é uma vitória, mas isso não resolve nada. Prepare-se para esta entrevista. Volte novamente para aquele grupo de pessoas que o apóiam e peça dicas. Leia um pouco sobre este assunto em alguns sites ou publicações. Lembre-se de falhas que teve em entrevistas anteriores e procure não repeti-las. Agora é a hora “H”.
10. Se você tem uma posição gerencial e está buscando retornar ao mercado ou fazer um processo de transição para um novo emprego, cuidar da exposição é fundamental. Seu currículo é um cartão de visitas ampliado, e como tal deve ser entregue individualmente e de maneira seletiva.
REGRA DOS 14 "NÃO".
1. Não envie currículos para lista de empresas de seleção. Prefira a individualização precedida de um contato telefônico, se for o caso.
2. Não copie o modelo de currículo de outras pessoas. Tenha estilo próprio.
3. Não escreva no seu currículo informações que não possa comprovar.
4. Não terceirize a procura de emprego. A responsabilidade é sua, exclusivamente, e o sucesso vai depender muito da maneira como assume esta tarefa.
5. Não envie seu currículo para quem não lhe conhece, a não ser que seja para uma vaga anunciada.
6. Não “espalhe” seu currículo no mercado, apenas entregue às pessoas certas. Currículo é igual à moeda de um país...quanto mais se imprime menos vale!
7. Não desanime porque não foi escolhido numa entrevista ou porque está demorando muito para encontrar o que quer. Persistência e paciência são as armas dos vitoriosos.
8. Não avalie o mercado de trabalho pelas vagas formais anunciadas dos jornais e sites. Tem excelentes oportunidades que não chegam a se tornar visíveis porque profissionais bem articulados chegam na frente. Seja um deles!
9. Não coloque o “mico” nos ombros das pessoas sem definir como elas podem lhe ajudar. Seja específico. Fuja das generalidades do tipo “distribua meu currículo”, “entregue lá no RH”, “queria que soubesse que estou no mercado” (e onde mais poderia estar?) ou a terrível “se souber de alguma coisa com meu perfil lembre de mim”.
10. Não esteja tão confiante de que um curso superior e um MBA são diferenciais consistentes para lhe garantir espaço no mercado de trabalho.
11. Não tenha vergonha de dizer que está sem emprego. Tem muita gente boa e competente em situação parecida.
12. Não recuse uma proposta apenas pelo fato do salário naquele momento não atender suas expectativas. Pense em ganhos de outra natureza ou até mesmo reavalie suas expectativas.
13. Não vá para uma entrevista como se estivesse indo para uma reunião de condomínio discutir o item 3 – o que ocorrer. Se você chegou até ali tem a obrigação de estar preparado para responder a todo tipo de pergunta. Na verdade, 80% das perguntas se repetem nas entrevistas.
14. Não fique ligando diariamente para saber qual a próxima fase do processo ou se seu currículo foi aprovado para entrevista. Essa ansiedade pode gerar um pré-julgamento e lhe atrapalhar.
FEITO SOB ENCOMENDA
A cena é tradicional. O ano vai terminando e as equipes de RH se movimentando para consolidação dos resultados da avaliação de desempenho, coletando os feedback do mapeamento de competências e criando suas plataformas de trabalho para o ano seguinte. Orçamentos elaborados, fornecedores contatados, cursos agendados e a certeza de que as metas traçadas estão sendo detalhadamente “explodidas” em ações efetivas de treinamento de líderes, os antigos PDL’s, PDG´s etc. Tudo no automático, seguindo os manuais de RH, devidamente validados pelos processos de certificação que, teoricamente, deveriam garantir a qualidade do processo de desenvolvimento de pessoas. Entretanto, o que normalmente surge é um “menu” de cursos requentados e oferecidos aos gestores como “sugestão do chef”, com nomes diferentes e os mesmos ingredientes.
O mundo mudou. Os profissionais mudaram. Hoje as empresas são mais enxutas e já podem trabalhar desenvolvimento gerencial numa relação direta “um para um”, onde cabe a ambos – e não apenas às empresas – a definição do tipo e natureza do investimento a ser feito. Se você é um profissional de RH que tem o desafio organizacional de apoiar na retenção e desenvolvimento dos melhores talentos na sua empresa, busque uma forma mais criativa e efetiva de investir o dinheiro dos sócios e acionistas, já que os modelos tradicionais são máquinas vorazes de padronização e produção em massa. Troque os PDG´s da vida, complexos, dispendiosos e de resultados pouco efetivos, por PDI´s, onde cada competência é tratada de forma individualizada e personalizada. É a volta do velho alfaiate e seus ternos feitos sob encomenda para necessidades específicas e medidas exclusivas.
Membro da ACPI, Association of Career Professionals International, que reúne profissionais especializados em gestão de carreiras, transição & outplacement, assessment, retenção e consultoria.
Membro do International Coach Federation formada por profissionais que realizam coaching para empresas e pessoas físicas.